Era pra todo mundo...
Menos pra mim.
Eu via casais nas fotografias,
nas festas, dançando sem pensar.
Nunca duvidei que fosse amor,
só não me via naquele lugar.
Depois de algumas despedidas,
aprendi a me proteger.
Às vezes, antes de um começo,
eu já escolhia não me envolver.
Uma conversa atravessou cidades.
Uma tela, um dia, um lugar.
Não havia promessa nenhuma.
Só a chance de nos encontrar.
Era pra todo mundo,
menos pra mim.
Eu via o amor tão perto,
mas não me via ali.
Antes do sim que o altar ouviu,
teve um sim que ninguém viu.
A gente escolheu tentar.
E o resto a gente construiu.
E o resto a gente construiu.
Você contou, tempos depois,
que quase não foi me encontrar.
Meu DDD de outra cidade
te fez pensar em cancelar.
Eu também tinha meus motivos
pra querer deixar pra lá.
Mas fomos, sem jurar futuro,
só dispostos a conversar.
Você disse, meio sem jeito,
que a tela não soube mostrar
o quanto eu era mais bonita
quando me viu chegar.
Era pra todo mundo,
menos pra mim.
Eu via o amor tão perto,
mas não me via ali.
Antes do sim que o altar ouviu,
teve um sim que ninguém viu.
A gente escolheu tentar.
E o resto a gente construiu.
Você encontra calma no silêncio,
eu tenho pressa até de falar.
Nem sempre damos o mesmo nome
ao que nos faz acreditar.
A gente discorda e se escuta.
Ninguém precisa se apagar.
Não foi a dor que fez florir.
Foi o cuidado de cultivar.
Por pouco...
A gente não se encontrou.
Era pra todo mundo.
Também era pra mim.
Eu via o amor de perto.
Hoje eu me enxergo ali.
Antes do sim que o altar ouviu,
teve um sim que ninguém viu.
A gente escolheu tentar
e continua a cultivar.
Depois da festa e das flores,
quando a noite terminar,
vai ser na vida de todo dia
que o nosso sim vai continuar.